Arquivo para a categoria '] SurFeeling'

» Surfando eternamente

Surf Forever

Essa estampa de camiseta foi inspirada em Edgar “Fast Eddie” Weedbottom, que sempre deixou claro que ele iria “surfar para sempre”. Eddie morreu ano passado em um acidente bizarro no surf – o corpo e a prancha dele nunca foram encontrados. Desde então, numerosas aparições foram reportadas, sendo a mais recente sobre um “garoto pálido e magrelo”, avistado por um pescador. [Saint Augustine, Flórida, Estados Unidos]

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Obs:
O Surf4ever agradece ao Carlos Armas, do blog Sogtulaken (infelizmente parou), da Espanha, que enviou a imagem acima, com a informação adicional de que o anúncio foi publicado na SURFER Magazine de novembro de 1984.

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» A odisséia de Homero

Homero Naldinho - Foto: Luiz Maximiano - Trip # 171

Homero Naldinho - Foto: Luiz Maximiano - Trip # 171

O profeta da prancha
Homero Naldinho pode ser visto como louco, mas é um shaper que expressa sua liberdade [Texto de André Caramuru Aubert]

“Homero praticamente inventou a profissão de
shaper no Brasil, deixando legiões de
seguidores/imitadores no Brasil e no mundo”

Não é novidade, saiu na Trip # 171 (Outubro/2008), mas é um link que vale o registro aqui no Surf4ever.

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» Simplesmente imperdível

Para os que acompanham o Surf4ever, mas por acaso ainda não acompanham o Alohapaziada, um dos blogs favoritos aqui da “casa”, recomendo uma passada por lá assim que possível, para conferir a postagem Deixe as imagens falar, na qual o Maurio Borges escreveu uma maravilha de texto que nos remete a uma importante e interessante passagem da vida dele vinte anos atrás, acompanhada de dois vídeos com o sensacional documentário “Uma luz no fim do tubo”, sobre a vida do Professor de Yoga e surfista Elias Diel, o FIGUE, que é deficiente visual, em Balneário Camboriú.

Como diria o Maurio, chega de papo furado e corre , istepô!

Deixe as imagens falar, no Alohapaziada

Por: Gustavo Otto

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» SEXTA-FEIRA

FRIDAY, por Chris Adnam
Do álbum “Island Canvas”
Video dirigido por Mike Middleton – On Camera
AUSTRALIA

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» Tito Rosemberg tem um blog

Pelo orkut descobri que o Tito Rosemberg agora (desde julho/2009) tem um blog. Nas próprias palavras dele, é um “novo blog para quem não tem o que fazer, nem sabe o que fazer, mesmo se quizesse fazer alguma coisa”…

Lembrei que uma vez o Maurio Borges postou umas palavras legais sobre o Tito e também um ótimo texto dele.

O tal texto é tão bom que - parafraseando o Julio Adler em ocasião distinta - “é uma pérola que merece uma republicação de tantos em tantos”. Portanto, aí abaixo está ele.

Por: Gustavo Otto

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Tito Rosemberg surfando em 1966

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SURFANDO PARA SEMPRE
por Tito Rosemberg

Quanto mais encontro surfistas de longa data, mais percebo o que todos tem de similar: o amor pelas ondas não os impede de ter outros interesses na vida.

Um dos mais antigos surfistas e shapers americanos, Bob Cooper, que vive na Austrália desde 1969, e com quem tive o prazer de viajar pela Europa em busca de ondas, disse que surfar para ele era uma situação menor, e que outros interesses o mantinham atento e atualizado. Outro mito da história do surf, o californiano Mickey Dora, que hoje vive em Guethary, na França, também já disse a este respeito que “quando tem onda eu sou surfista, quando não tem onda eu faço outras coisas”.

Não há nada mais importante na vida de uma pessoa do que diversificar seus interesses. E não há nada mais triste do que um surfista brocha porque as ondas não estão acontecendo.

Se o amor pelo surf torna-se a única razão para viver, corremos o risco de não deixarmos abertas as “portas da percepção”, e com elas fechadas paramos de aprender. E se não aprendemos mais nada, estagnamos, nosso espírito morre, mesmo se nossos corpos continuam aí, dirigindo carros ou empresas, como se estivéssemos vivos.

Acho que as pessoas verdadeiramente educadas nunca se formam, pois estão em constante estado de aperfeiçoamento e nunca receberão um “diploma”. Pegar onda muito bem, e todos os dias, pode ser apenas uma fase da vida.

Os verdadeiros “soul surfers”, ou surfistas de alma, não param nunca. Podem até pegar onda apenas algumas vezes por ano, mas nunca entregam os pontos, nunca “encaretam”. E nesta longa trajetória que venho percorrendo, com 36 anos de surf nas costas, venho percebendo com tristeza que muitos surfistas excepcionais, verdadeiros talentos, desaparecem das ondas depois de uma época.

Quando comecei a surfar, poucos brasileiros continuavam praticando esportes depois de entrar na universidade ou casar. Anos depois, morando na Califórnia, notei pela primeira vez que pessoas com 40, 50 e até 60 anos de idade, continuavam pegando onda, mesmo sendo obrigados a usar roupa de borracha, o que torna tudo mais cansativo. No Brasil de então deveria haver uma meia dúzia de gatos pingados que continuavam surfando depois dos 40.

Como até hoje pouco mudou nas praias brasileiras, acho que para nós tudo era competição, e que para a imensa maioria dos meus companheiros de areia e onda, quando não tínhamos mais chances de sermos campeões mundiais, ou pelo menos ser o melhor de nosso “point”, partíamos em busca de outros esportes como asa delta ou vela, gatas, casamento, família e bons empregos. E que tudo isso envolvia abandonar a praia, as ondas, os velhos amigos do pôr do sol, e recomeçar tudo de novo, pois agora “já havíamos crescidos”. Que bobeira!

Porque a universidade nos impede de surfar? Porque o casamento tem que ser o fim da praia com os amigos? Porque o emprego fixo significa não mais continuar na busca da onda perfeita? Porque não pegar onda casado, com filhos e interessado em outras atividades e trabalhando sério?

Depois de muitos anos de praia, temo que para muitos de nós dentro do mar, pegar onda seja apenas um ritual de passagem, uma atividade que se faz durante uma época restrita, entre a adolescência e o mundo adulto. Que desperdício e que tôca!

Em outros países pega-se onda mesmo com 80 anos de idade. Na ilha de Jersey, na Inglaterra, fui juiz de um campeonato de surf onde havia uma categoria só para aqueles que haviam começado a surfar depois dos cinqüenta anos de idade, e como os coroas curtiam! Na praia os garotinhos encorajavam os velhos competidores gritando: “Dá-lhe vovô! Vamos lá vovô! E eram todos netos de verdade dos surfistas que faziam suas manobras na água congelante do Canal da Mancha.

Na Califórnia, na Inglaterra, na França ou na Austrália, em qualquer dia de onda pequena ou grande, muitos, se não a maioria dos surfistas, são caras com mais de 40 anos de idade, com família, trabalho e responsabilidades mil.

Qual a diferença entre eles e nós brasileiros?

Acho que nós somos muito exibicionistas, e que só nos interessa pegar onda enquanto podemos impressionar nossos amigos ou as gatas na praia, ou enquanto temos chance de sermos campeão de alguma categoria. Uma vez que nossa competitividade esbarra com a realidade de que a maioria de nós nunca vai ganhar nem uma bateria, quanto mais um campeonato (eu por exemplo nunca ganhei nada, mesmo depois de mais de 3 décadas de ondas), perdemos o tesão, nos desinteressamos e partimos em busca de novos desafios. Bobeira!

O surf pode ser praticado até o último dia de nossas vidas. Aliás, o verdadeiro surfista deve continuar surfando, mesmo se a barriga atrapalha, ou se os braços já não são os mesmos, pois assim provamos ser verdade todo o tesão que dizíamos sentir quando pegávamos onda aos 15 anos de idade, e tentávamos fazer aquelas manobras então consideradas impossíveis.

Dentro d’água, temos que nos esquecer se estamos branquelos, não podemos levar em conta o fato de estarmos fora de forma, se nossa prancha não está na moda, ou se temos que ir para a praia com nossas mulheres e filhos.

Brasileiros adoram desafios, talvez até demais. Quem sabe nos faria um pouco de bem deixarmos de sermos tão exibicionistas e começarmos a surfar com a alma, mais do que com nossos músculos?

Hoje, quando encontro um jovem super empolgado, que só fala, pensa e faz surf, não consigo deixar de perguntar-me: até quando vai durar a paixão dele? Até o primeiro emprego? Até entrar na universidade? Até casar? Até os filhos nascerem?

Na vida não há nada mais gostoso do que a experiência. E quem permanece fiel aos ideais da juventude não corre o risco de estagnar, mas sim de evoluir. O espírito da descoberta é o verdadeiro remédio contra a caretice, a velhice azeda e o mau humor dos adultos.

Aldous Huxley, escritor e filósofo inglês que influenciou toda uma geração, já resumiu tudo numa só frase: “O segredo do gênio é levar o espírito da criança até a velhice, o que significa nunca perder seu entusiasmo”.

Amém!

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» Final, quer dizer, recomeço de semana!

Foto: Alexandre Lara

Foto: Alexandre Lara

por Bruno Lunardon

Final, quer dizer, recomeço de semana!
O sol brilha de maneira única em mais um dia da “cidade grande”. Levanto-me e já vejo pelas frestas da janela os raios invadindo a escuridão do meu quarto, é vida, lá vamos nós!
Mais um dia de trabalho ou mais um dia de diversão? Não que o trabalho não seja divertido, mas a segunda opção é sempre melhor. Vejo na internet e as ondas quebram absolutas na imensidão do oceano, ir conferir ou se contentar com as fotos do meio digital? Ainda prefiro sentir na pele esta alegria e emoção de deslizar pelas ondas.
Prancha amarrada no teto, boa companhia no banco do lado, alguns reais no bolso e uma longa viagem pela frente, quando se vai em direção às ondas mais que alguns passos na areia é sempre longe. Após alguns instantes a previsão se confirma, agora é só aproveitar, lavar a alma, descarregar, deixar o mar e o sal levar todas as energias negativas que a “cidade grande” deposita em seus “usuários”, e não são poucas. Já com o crepúsculo adiantado chego em casa com o sorriso que quase não cabe no rosto, sim, há luz no fim do túnel.
Um dia de surf se completa, que alegria, que vontade de largar tudo. Malditas regras da sociedade que sempre são mais fortes do que eu e me impedem de fazer isso. Mas o importante é sempre regar esta semente para nunca morrer.
Poderia continuar e contar como que foi a volta para a “cidade grande”, mas não reparei no trânsito, nem na poluição, nem no caos, muito menos nos prédios por todos os lados e só consigo ver o calendário com mais 5 dias.

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Obs: o Surf4ever agradece ao Bruno pelo envio (com exclusividade para o blog) do texto de autoria dele e da foto de autoria de um amigo dele.

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» Versatilidade

versátil
adj. Que se move facilmente; que está em movimento.
Propenso à mudança; volúvel, inconstante, mudável.

Não importa com qual instrumento.
Heydon Bunting quer surfá-las de alguma maneira.
Somente pelo puro prazer.

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Obs:
- parte do filme Seaworthy, de Nathan Oldfield.
- a música chama-se Visiting Hours, de Isaac De Heer.

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» O poder do grito de incentivo

Chilling - by Morgan Maassen [Bogus Media]

Dia desses dentro d’água, estava na companhia de amigos, marzinho legal, mas nada demais, aí aconteceu uma coisa que me fez pensar nesse poder que tem o grito de incentivar alguém no mar.

Um dos amigos que encontrei na sessão, apesar dele ter começado a surfar não faz muitos anos, de estar acima do peso ideal por não ter muito tempo disponível pra fazer alguma atividade que complemente e melhore o desempenho no surf (como precisa fazer qualquer indivíduo com mais de 30 anos que deseje continuar surfando), é um cara esforçado.

Estávamos lá, trocando uma ideia entre uma onda e outra, alguns outros amigos e conhecidos na água, quando vejo uma esquerdinha entrando perfeita exatamente só pra ele, uns poucos segundos após ele ter me confessado que as esquerdas não são o forte dele.

Eu disse:
- Olha ali!
Ele respondeu:
- Pô, voltei agora, tô cansado…
Eu não desisti:
- Tás no rabo dela, vira e rema!
Ele virou e começou a remar, mas sem muita convicção.
Eu continuei:
- Rema com vontade, porra! Vai! Vai!

Notei a expressão no rosto dele se transformando, braçadas e pés batendo com vontade mesmo. Entrou na onda, dropou e fez a linha dela toda, até lá embaixo, mesmo sem ter feito manobra nenhuma. Peguei uma direita meia-boca, voltei, e algum tempo depois vem ele chegando, sorriso estampado no rosto. Olha pra mim e fala:

- Pô, irmão, valeu! Se não fosse o teu incentivo, eu teria perdido aquela ondinha que foi show, andei muito nela, fui parar longe! Valeu mesmo!

Mais tarde, já fora d’água, fiquei pensando nisso. É incrível esse grito de incentivo que recebemos muitas vezes pra entrar numa onda, ou que damos quando vemos alguém remando pra uma. É uma coisa automática. No momento daquela concentração de posicionamento e remada, um grito de incentivo vem como um gás extra, um turbo, uma injeção de adrenalina que vai da ponta dos dedos de uma mão à outra, e se irradia pelo corpo até os dedos de cada um dos pés, que batem com mais força na água.

Não precisa nem vir de amigo ou conhecido. Muitas vezes alguém que nunca vistes na vida, manda um “Dá-lhe!” num momento crucial, onde uma braçada a mais ou um pé batido com mais força tornam-se essenciais pra não se perder uma onda boa.

Pode servir para outros aspectos da vida.
Era isso então.
REMA COM VONTADE, ANIMAL!

Por: Gustavo Otto

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» Em Trânsito

IN TRANSIT [2007]
Vídeo de Cyril Liaudet
Música de Steve Williams
Australia

Quatro minutos pra relaxar a mente.
Vale a pena. E muito.

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» Do Surf

imagem by Tora - clica se quiser acessar o blog Toratoon

por Tereza Freire*

Imagine que você é um surfista. Você chega na praia e vai em direção ao mar. Deita-se na prancha e rema até passar a arrebentação. Quando você fura a onda, não pensa em mais nada, a não ser a onda. Naquele momento, você está completamente presente, não há memórias, não há projetos. Apenas o agora!

 

Yoga é estar presente no momento presente. Se não ficamos atentos, vem uma onda e depois outra, e outras mais e se a atenção não for total, um caldo nos leva de volta ao começo da arrebentação e temos que começar tudo de novo. Precisamos aproveitar ao máximo o tempo que temos para ficar na água, não temos tempo a perder na vida…

 

Todo esforço que fazemos, resulta em punya, mérito, que é acumulado quando lutamos com todas as forças para passar as ondas. Sentamos na prancha e aproveitamos a calmaria depois do esforço. Respiramos, relaxamos, contemplamos o mar e não pensamos em como seria se estivéssemos em outro lugar. Somos mar…

 

Então vem a onda e você se prepara. A chegada da onda é o foco da sua vida naquele momento. Você por acaso pensa no que deixou de fazer ano passado, mês passado, ontem? Você lembra das contas que tem para pagar? Do trabalho que vai ter que entregar? De todas as obrigações que a vida insiste em te cobrar? Não. Você surfa!

 

E só… Vai ao sabor do vento, dança de acordo com a música, segue a corrente. A onda é a sua obra de arte! Você espera, constrói, sente e vai. Totalmente entregue, totalmente presente. E a cada onda, a mesma entrega, o mesmo preciosismo, a mesma vontade de acertar, de fazer melhor.

 

Yoga é perfeição na ação. Cada onda é diferente da outra, assim como você é diferente em relação a cada uma delas. Você não espera que uma onda seja melhor do que a outra. Assim como não esperamos que uma pessoa seja melhor do que a outra, um trabalho melhor do que outro, um amor maior do que outro.

 

Você recebe o mar do jeito que ele é a cada momento, com toda entrega e aceitação. Recebe a onda que chega e faz o melhor que pode para que seja a melhor onda que você já pegou. Você também não se apega a onda, querendo que ela seja sua para sempre, você aceita a impermanência, pois sabe que a onda vai passar e se transformar em mar. Você não espera que o mar corresponda as suas expectativas.

 

Você dá o seu melhor e não exige nada em troca. Cada onda é um novo desafio que vai te ensinar algo diferente. Mesmo aquelas assombrosas que você escolhe não pegar, te ensinam respeito e responsabilidade. E as que estouram no meio do caminho, não te frustram porque você aprende a ter paciência, a ser tolerante e, principalmente, a ter humildade para se relacionar com aquele tipo de onda.

 

Aquele tubo que o outro pegou antes de você, não lhe incomoda, porque você vibra com a realização do outro, pois se somos todos um, somos nós que estamos naquele tubo e o prazer do outro é nosso prazer também. Quando você perde uma onda boa porque estava distraído olhando o céu, não fica sofrendo pensando que esta poderia ter sido a onda da sua vida.

 

Você sabe que todas as ondas são as da sua vida porque tudo que nos acontece, é sagrado, sejam as ondas boas ou aquelas que quebram no meio do caminho. Entregar-se, aceitar a onda e surfar! Isto é Ishvara pranidhana, render-se diante da vida, entregar os frutos e confiar.

 

Você simplesmente segue surfando, porque este é seu dharma naquele momento. Seu dharma é agir! Você não fica parado na praia esperando a melhor onda para entrar no mar. Você vai para o mar! Porque sabe que a vida é um milagre e este momento é o melhor presente que recebemos de Deus. Por isso, se chama presente!

 

Namaste! 

*A autora dedica este texto ao Vicente e ao Pedro, que a inspiraram para entrar no mar pela primeira vez…

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Nota do blog: o texto foi publicado originalmente no site yoga.pro.br, e agora aqui com a devida permissão da autora.

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» Nat Young e o prenúncio das cordinhas

image from surfresearch.com.au

"Ponte" - imagem extraída do surfresearch.com.au

por Gustavo Cabral Vaz*

“Lembro de estar sentado com Russell e Garth pegando sol matinal em Lennox Head no inverno de 1972, em frente ao velho carro de Garth, e a conversa virou para as cordinhas (leg-ropes) porque alguém colocou uma na nossa frente. Era uma manhã como qualquer outra. Tinhamos avançado com o carro até que o córrego impedisse a passagem para Lennox Point. Como éramos surfistas competentes, tínhamos a opinião unânime de que cordinha era algo que os americanos usavam para passear com o cachorro, nunca para surfar. Só um prego usaria uma cordinha.
Nossa atitude era compartilhada pela maior parte do mundo do surfe em 1972, mas o fato é que estávamos todos tentando surfar cada vez mais no crítico das ondas. Eventualmente, querendo ou não, alguém botava um pé fora do lugar, caía, era atingido por uma prancha perdida.
Em um pico como Lennox, remendar a prancha depois do surfe era algo cotidiano e eu sempre levava resina no carro. Se necessário, eu recolocava uma quilha e voltava pra água em meia hora. Fazer remendos era parte da vida, algo que acontecia com todos os surfistas antes de 1974.
De qualquer jeito, nessa manhã de junho em particular, nossa atenção passou das ondas para um norte-americano recém-chegado chamado Bob Newlands. Parecendo extremamente primitivo, ele engatinhou pelas pedras com uma cordinha presa ao tornozelo, a outra ponta presa na quilha. A corda arrastava atrás dele, prendia nas pedras, ele fazia lento progresso quando uma onda da série quebrou sobre ele. Quase morremos de rir assistindo seu esforço em usar a prancha como apoio para pular das pedras. Finalmente ele chegou lá fora e dropou uma onda de bom tamanho. Como esperávamos, ele caiu após algumas viradas, mas em vez de ter de nadar até a prancha, simplesmente subiu de novo nela e voltou direto para pegar outra onda, e outra. Na verdade ele surfou até dizer chega sem nem pensar nas pedras. Finalmente a ficha caiu: quem eram os idiotas ali? Foi um prenúncio do que estava por acontecer – levou um ano e pouco, mas em algum momento entre 1972 e 1975 todo mundo passou a usar cordinhas, o tempo todo.”

*Traduzido do livro Nat’s Nat and That’s That - a surfing legend, de Nat Young.

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Nota do blog: publicado aqui com a devida permissão do tradutor.
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» O Inverno…

DEZ DIAS

Este é um bom canto, para observar como passa a vida,
o tempo resvala, como as gotas de água entre meus dedos.
Tão sozinho desejo estar aqui.
O inverno chegou,
o inverno…
O mar do norte, o frio…
faz muito frio na água.
Chove, gotas de chuva resvalam pelo meu rosto…
fluem…
Levo dez dias.
Dez dias sozinho…
este é um bom canto…

[ Curta metragem da Inocent Films - Cantabria, Espanha ]

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Nota do blog:
Ideal para lembrar nas vezes que surgir a vontade de colocar o frio, a chuva, o mar ruim e mexido, ou a falta de parceria, como desculpas para não entrar na água.

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» Saber viver

Foto de Rafaela Brogni - clica se quiser ampliar... e delirar.

Crise mundial?
Gripe suína?
Violência urbana?
Caos no trânsito?
Stress?
Flat?
Crowd?
Surf proibido por causa da pesca da Tainha?

Meu amigo Manuel e a esposa dele Rafaela não querem nem saber…
E seguem firme e forte, velejando e surfando em sua Duplaventura.

Por: Gustavo Otto

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» As Mulheres e as Ondas

A film documenting the female surfing experience.

The Women and the Waves (2009)
Graciegirl / Swell Pictures Production (USA)
By Heather Hudson / Peck Euwer

www.thewomenandthewaves.com

Documentário norte-americano sobre a experiência feminina no Surf.

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“Eu vou pegar uma onda todos os dias, mesmo que seja na minha mente.”

“I will catch a wave every day, even in my mind.” Shaun Tomson

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