» O seriado que marcou os anos 80

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Dia desses li no Diário Catarinense a matéria Os heróis fazem 25 anos, e a lembrança do seriado que marcou minha infância e início da adolescência veio à tona. Eu tinha 9 anos quando o programa estreou, em maio de 1985. É a primeira lembrança de brigar com meus pais pra poder ficar assistindo televisão até mais tarde durante a semana, e de vencer a briga.

Lembro de ficar encantado com aquele programa, que durou cerca de 4 anos. Tudo era novo, tudo era “radical”. Tinha surf, vôo livre, motocross, off road, pancadaria, aventura, emoção, relacionamentos, drama, comédia, sonzeira, consciência ecológica e mais um monte de coisas. A mistura era grande, mas muito bem feita e num formato totalmente inovador para a época.

Aquele seriado marcou os anos 80 no Brasil. Não sei se as mulheres foram tão influenciadas pela Zelda Scott, mas acho que a grande maioria dos brasileiros que têm hoje em média entre 35 e 50 anos de idade se identificava com o Bacana ou com a dupla Juba e Lula. Não que quisessem ser exatamente iguais a eles e fazer tudo o que faziam, mas o país estava saindo de uma ditadura militar (para as crianças isso era irrelevante) e não existia computador pessoal, internet, tv à cabo, etc., então aquela era na época praticamente a única referência de comportamento jovem e sem caretice para a massa na TV, em horário nobre na Globo. Fora aquilo, só as referências mais restritas, como o Realce (com teor jornalístico) e as fitas de vídeo (VHS).

Não foi somente a Armação Ilimitada que me fez começar a surfar, mas influenciou muito. É estranho lembrar disso tudo agora, mas tenho a impressão de que aquele programa mexeu com a vida de muita gente. Para quem tiver alguma dúvida de que mexeu com sua vida, basta prestar atenção no que sente ao assistir o vídeo de abertura.

por Gustavo Otto

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6 Responses to “» O seriado que marcou os anos 80”


  1. 1 tora jun 28 2010 às 8:13 am

    pô Gustavo, era muito bom mesmo. Dos bons programas produzidos pela turma do “plim-plim”. Eu já era meio burro velho, mas na época, vivia a pleno este mundo surf pois trabalhava numa revista aqui do sul. Boa lembrança.

  2. 2 GD jun 28 2010 às 9:43 am

    era muito bom mesmo….me amarrava tb….boas recordações…

  3. 3 Tom Veiga jun 28 2010 às 12:54 pm

    boa lembrança 🙂 é da minha época tambem….

  4. 4 Maurio Borges jun 28 2010 às 8:32 pm

    A pergunta que não quer calar:
    Por onde o Bacana, hein?

    Aquele abraço.
    PS:.Se passar pela Holanda é caixa!

  5. 5 zé augusto jun 29 2010 às 6:28 pm

    irmão do sul, que puta post bacana. eu ainda não pegava onda, mas comungava da mesma alegria e curtição, pirava nas maluquices do bacana. e quem não lembra do ônibus que ele pegava? “Escola do Bacana – Casa do Bacana” haha. incrível tb o curta francês, que feeling, e que depoimento do cara. vou roubar lá pro pão na chapa!
    abraço, gustavo, e vai aparecer por sampa no festival da alma?
    grande abraço, zé augusto

  6. 6 Surf4ever jul 05 2010 às 11:09 pm

    Valeu pelos comentários aqui, pessoal.

    Maurio, na matéria do DC linkada na postagem, fala sobre o paradeiro do Bacana: “Jonas Torres, o ator que deu vida ao emblemático personagem por quase quatro anos, hoje, aos 35, divide-se entre dois trabalhos: um no teatro, com a peça Dona Flor e Seus Dois Maridos, e o outro dentro de casa. A filha Nina está com dois meses.”

    Zé, infelizmente não pude conferir o Festivalma, mesmo tendo ganhado 4 ingressos para todos os dias. Acabei presenteando 4 pessoas entre a galera que está na lista de emails e que segue o Twitter do blog.

    Abraços,

    Gustavo
    S4e


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